Proposta busca reduzir o abandono de tratamentos e aproximar o acesso aos medicamentos da realidade de pacientes que enfrentam dificuldades para chegar às unidades de saúde.
Para quem depende de medicamento de uso contínuo, ficar sem o remédio não é apenas um transtorno: pode significar a interrupção de um tratamento e o agravamento de uma situação que já exige acompanhamento.
É nesse ponto que o candidato a deputado distrital Luis Miranda, 35.555, apresenta uma de suas principais propostas na área social e de saúde: o programa “Remédio na Mão”.
A ideia defendida em seu material de campanha é objetiva: receita sem medicamento representa abandono, e o poder público precisa criar mecanismos para garantir que o remédio essencial chegue a quem realmente necessita.
Da receita ao medicamento
A proposta parte de um problema conhecido por usuários da rede pública: o cidadão consegue atendimento médico, recebe a prescrição, mas pode encontrar dificuldades para obter o medicamento posteriormente.
Na visão apresentada por Luis Miranda, o atendimento não deveria terminar na emissão da receita.
O objetivo seria estruturar um modelo em que medicamentos essenciais pudessem ser retirados em farmácias credenciadas ou entregues diretamente na residência do paciente, com prazo de até 24 horas para quem se enquadrar nos critérios do programa.
Tecnologia para diminuir a distância
Um dos caminhos possíveis para uma política desse tipo seria integrar prescrição, estoque, dispensação e logística em uma plataforma única.
Na prática, o sistema poderia permitir que, após a validação da receita e da disponibilidade do medicamento, o paciente fosse informado sobre onde retirar o produto ou recebesse a medicação em casa.
Isso exigiria integração entre unidades de saúde, farmácias públicas e credenciadas, sistemas de informação e uma estrutura logística capaz de identificar situações prioritárias.
Quem mais precisa primeiro
A proposta também abre espaço para uma discussão importante: nem todos os pacientes enfrentam as mesmas dificuldades para acessar um medicamento.
Idosos, pessoas com mobilidade reduzida, pacientes que vivem sozinhos ou moradores de regiões mais distantes dos pontos de atendimento podem enfrentar obstáculos adicionais.
Por isso, um eventual programa precisaria estabelecer critérios objetivos de prioridade, evitando desperdícios, duplicidade de entrega e utilização inadequada dos recursos públicos.
Medicamento não pode virar obstáculo ao tratamento
O conceito defendido por Luis Miranda é resumido na própria mensagem da campanha:
“Receita sem remédio é abandono.”
A frase traduz uma crítica à lógica de considerar concluído o atendimento simplesmente porque o paciente recebeu uma prescrição.
Para quem depende de medicamentos essenciais, o resultado concreto está na continuidade do tratamento.
Nesse sentido, a proposta coloca o cidadão no centro de uma cadeia que começa na consulta médica e termina no acesso efetivo ao medicamento.
Eficiência, controle e responsabilidade
Para que uma política de entrega em até 24 horas seja sustentável, entretanto, será necessário enfrentar questões técnicas como estoque, armazenamento, validade, transporte, rastreabilidade, segurança dos medicamentos, custos logísticos e controle de dispensação.
Também seria fundamental estabelecer mecanismos de fiscalização e indicadores capazes de responder a perguntas objetivas:
Quantas pessoas foram atendidas? Quantas receberam o medicamento no prazo? Quanto foi gasto? Houve desperdício? Quais medicamentos apresentaram maior demanda?
A tecnologia pode ajudar a transformar essas informações em indicadores permanentes de desempenho.
Uma proposta com impacto direto na população
O diferencial da bandeira apresentada por Luis Miranda está na tentativa de transformar uma dificuldade cotidiana em uma política pública mensurável.
A proposta não fala apenas em ampliar o acesso à saúde, mas em criar uma solução concreta para um dos momentos mais sensíveis do tratamento: quando o paciente precisa do medicamento e não pode esperar indefinidamente para consegui-lo.
Se implementado, o modelo precisaria combinar gestão, logística, tecnologia, orçamento e fiscalização.
Mas a mensagem política é simples e popular:
Quem precisa de remédio não pode esperar.
Com o “Remédio na Mão”, Luis Miranda coloca o acesso aos medicamentos entre as pautas de sua candidatura e defende uma mudança de lógica: a saúde pública precisa acompanhar o paciente até o medicamento chegar às suas mãos.
.gif)



