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Falta de ar ao subir escadas? O sintoma pode ser um alerta do coração

 

Foto: Magnific

Especialista do Hospital Encore explica por que sinais frequentemente atribuídos ao envelhecimento ou ao sedentarismo podem indicar insuficiência cardíaca

 

Subir um lance de escadas, caminhar pequenas distâncias ou terminar o dia com as pernas inchadas pode parecer apenas consequência da idade ou da falta de condicionamento físico.

 

Esses sintomas, no entanto, não devem ser ignorados. Quando passam a limitar atividades que antes eram realizadas sem dificuldade, podem indicar insuficiência cardíaca, uma síndrome em que o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente para atender às necessidades do organismo.

 

Lembrado em 9 de julho, o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca busca conscientizar a população sobre uma doença que costuma se desenvolver de forma silenciosa e, muitas vezes, só é descoberta quando já compromete significativamente a qualidade de vida do paciente.

 

Segundo a cardiologista do Hospital Encore, em Aparecida de Goiânia, Tailliny Reis, um dos maiores desafios é que os primeiros sintomas costumam ser confundidos com situações comuns do dia a dia.

 

"Muita gente acredita que sentir mais cansaço ou falta de ar faz parte do envelhecimento. Mas, quando esses sintomas aparecem de forma progressiva, surgem com esforços cada vez menores ou vêm acompanhados de inchaço nas pernas, ganho rápido de peso por retenção de líquidos ou dificuldade para respirar ao deitar-se, é fundamental procurar avaliação médica", explica.

 

Muito além do coração

 

Embora receba esse nome, a insuficiência cardíaca afeta todo o organismo. Como o coração passa a bombear menos sangue do que o necessário, órgãos e tecidos recebem menos oxigênio e nutrientes, reduzindo a disposição e comprometendo atividades simples da rotina.

 

Hipertensão arterial, diabetes, doenças nas válvulas do coração e cardiomiopatias estão entre as principais causas da síndrome. Obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo, consumo excessivo de álcool, distúrbios do sono e estresse crônico também aumentam o risco de desenvolver o problema.

 

"O diagnóstico precoce permite controlar os sintomas, reduzir internações e retardar a progressão da doença. Quanto mais cedo o tratamento começa, maiores são as chances de preservar a qualidade de vida e evitar complicações", destaca.

 

A confirmação do diagnóstico é feita por meio da avaliação clínica, exame físico e exames complementares, como ecocardiograma, radiografia de tórax e exames laboratoriais específicos, capazes de identificar alterações na estrutura e no funcionamento do coração.

 Além do tratamento medicamentoso, a mudança de hábitos exerce papel decisivo tanto na prevenção quanto no controle da insuficiência cardíaca.

 

"Controlar a pressão arterial, o diabetes e o colesterol, praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada com pouco sal, evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool, além de seguir corretamente o tratamento prescrito, são medidas que ajudam a proteger o coração ao longo da vida", orienta Tailliny Reis

 

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