Câncer de rim costuma ser descoberto por acaso e tem altas chances de cura quando identificado precocemente

 

Urologista do ING, Vagner Gil
 

No Dia Mundial de Conscientização sobre a doença, urologista do ING alerta para fatores de risco como tabagismo, obesidade e hipertensão

 

Cerca de 60% dos casos de câncer de rim são diagnosticados de forma incidental, durante exames de imagem solicitados para investigar outras condições de saúde. A descoberta precoce aumenta significativamente as chances de sucesso terapêutico e pode ser determinante para a preservação da função renal.

 

A característica ajuda a explicar a importância do Dia Mundial de Conscientização sobre o Câncer de Rim, celebrado em 19 de junho. A data busca ampliar o conhecimento da população sobre fatores de risco, sinais de alerta e os benefícios da identificação em estágios iniciais.

 

De acordo com o urologista e coordenador de cirurgia robótica do Instituto de Neurologia de Goiânia (ING), Vagner Gil, o tumor renal frequentemente evolui sem manifestações evidentes nas fases iniciais.

 

“Grande parte dos pacientes não apresenta sinais no início do quadro. Por isso, a conscientização é importante para estimular hábitos saudáveis, reforçar a realização de avaliações médicas periódicas e orientar a população sobre situações que merecem investigação”, afirma.

 

Entre os tumores de menor tamanho, a maioria dos pacientes é assintomática. Quando surgem, os sintomas podem incluir sangue na urina, dor persistente na região lombar ou lateral do abdome e, em situações mais avançadas, a presença de uma massa abdominal palpável.

 

Segundo o médico, a chamada tríade clássica — dor, sangue na urina e massa palpável — é incomum e geralmente está associada a estágios mais avançados.

 

Fatores de risco exigem atenção

Embora alguns casos estejam relacionados a alterações genéticas hereditárias, a maior parte dos diagnósticos está associada a fatores de risco conhecidos, muitos deles modificáveis. Tabagismo, obesidade e hipertensão arterial estão entre os principais exemplos. A condição é mais comum entre homens e costuma ocorrer a partir dos 60 anos.

 

O cigarro está diretamente relacionado ao aumento do risco de desenvolvimento do tumor. Já a obesidade favorece alterações metabólicas e hormonais que contribuem para o surgimento da doença. A hipertensão, por sua vez, pode provocar danos progressivos aos rins ao longo dos anos.

 

“Tabagismo, obesidade e hipertensão estão entre os principais fatores de risco. Por isso, medidas como parar de fumar, controlar o peso e manter a pressão arterial adequada também contribuem para a prevenção”, explica.

 

Diagnóstico precoce amplia chances de cura

Quando a doença é identificada precocemente, as chances de cura podem superar 90% com o tratamento adequado. O avanço dos exames de imagem tem contribuído para que mais tumores sejam descobertos ainda em fases iniciais.

 

A cirurgia robótica e as novas combinações de imunoterapia estão entre os avanços que ampliaram as opções de tratamento nos últimos anos. No caso da cirurgia, a tecnologia permite maior precisão na retirada do tumor e favorece a preservação da parte saudável do rim.

 

“A principal mensagem é não esperar o aparecimento de sintomas para cuidar da saúde. O acompanhamento médico regular e a identificação precoce fazem toda a diferença, porque aumentam significativamente as chances de sucesso no tratamento”, conclui o urologista.

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