A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) recebeu, quinta-feira (14/5), o embaixador da Bélgica no Brasil, Chris Hoornaert, e a cônsul e primeira-secretária, Marjolein Derous. Recepcionados pelo vice-presidente da Fieg, Flávio Rassi, os diplomatas participaram de uma reunião voltada à apresentação do potencial produtivo goiano e à discussão de novas oportunidades de negócios. O encontro contou também com a presença do presidente do Conselho Temático de Comércio Exterior (CTComex) da Fieg, William O’Dwyer, e do consultor de comércio exterior da federação, Flávio Falcão.
Durante o encontro, foi destacado o potencial de expansão das relações bilaterais. “Percebemos que ainda temos muito a crescer na parceria entre os dois países. Vivemos um momento geopolítico em que novas fronteiras e parcerias comerciais podem ser melhor desenvolvidas, e há necessidade de ampliar o intercâmbio cultural e comercial com diversos parceiros. Estamos à disposição para ser essa ponte entre as indústrias de Goiás e a Bélgica”, afirmou Flávio Rassi.
A Fieg foi a terceira federação visitada pela delegação belga. Para o embaixador Chris Hoornaert, a agenda diplomática é fundamental para compreender a dinâmica da economia brasileira. “É muito importante discutirmos indústria e comércio, ainda mais à luz do acordo Mercosul-União Europeia. Conhecer Goiás e criar laços sólidos representam um investimento no futuro e permitem acompanhar de perto as oportunidades do Estado”, pontuou.
Rassi reiterou a importância do contato direto com o setor produtivo e destacou a diversidade econômica do País. “Visitas como essa oferecem a oportunidade de conhecer a economia de Goiás e compreender como o Estado cresce. Essa relação cria abertura para geração de empregos e fortalecimento de laços duradouros entre as indústrias e o governo da Bélgica”, ressaltou.
Diferenciais competitivos e mão de obra
A reunião abordou as vantagens competitivas de Goiás, como a disponibilidade de recursos hídricos, a alta incidência solar e os incentivos fiscais. Outro ponto destacado foi a atuação do Senai na formação de mão de obra sob demanda. “Temos a educação profissional por meio do Senai, o que nos permite preparar profissionais específicos para as necessidades de cada indústria. Formamos mão de obra alinhada às demandas do setor produtivo”, explicou o vice-presidente.
William O’Dwyer relembrou a longa trajetória de cooperação entre Goiás e a Bélgica. “Goiás mantém uma tradição consolidada de relacionamento com a Bélgica há muitos anos. Já tivemos, inclusive, um consulado belga no Estado. Diversas missões empresariais foram organizadas, além de intenso intercâmbio cultural e parcerias com a Universidade de Liège”, afirmou.
Futuro e integração regional
O embaixador Chris Hoornaert apresentou um panorama da economia belga e destacou que, embora o setor de serviços represente cerca de 75% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a tradição industrial permanece forte, especialmente em segmentos de alta tecnologia. Segundo ele, as oportunidades com Goiás vão além dos indicadores econômicos e podem gerar diversos negócios, principalmente no modelo B2B.
Durante o encontro, foi sugerida a realização de um seminário voltado ao fortalecimento das relações comerciais entre Goiás e Bélgica, como forma de apresentar oportunidades e ampliar conexões entre empresários brasileiros e belgas. Também foi discutida a organização de uma missão empresarial ao país europeu na primeira metade de 2027.
Para a cônsul Marjolein Derous, a visita fortalece não apenas as relações com a Bélgica, mas também a aproximação com países vizinhos, como França e Alemanha. “A missão permite às indústrias goianas compreenderem como a economia belga está integrada às economias francesa e alemã. Praticamente não há fronteiras, o que favorece as empresas. Além disso, o acordo Mercosul-União Europeia representa segurança jurídica de longo prazo e fortalece a confiança entre os blocos”, destacou.
O diálogo também incluiu a necessidade de simplificação administrativa e tributária para atrair e facilitar a entrada de empresas estrangeiras. “O papel da Fieg é atuar como catalisadora para que parcerias e investimentos aconteçam”, disse Rassi.



