A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) participou, nesta quinta-feira (23), de reunião realizada na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), que discutiu os desafios do ambiente de negócios no Brasil.
O encontro, coordenado pelo presidente da Fecomércio-GO, Marcelo Baiocchi, reuniu lideranças empresariais para tratar de competitividade, estímulo ao empreendedorismo e condições para o crescimento das empresas.
Participou da reunião o empresário e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que abordou fatores que influenciam o desenvolvimento econômico, como taxa de juros, produtividade, segurança jurídica e eficiência da gestão pública.
Romeu Zema afirmou que a melhoria do ambiente de negócios é condição essencial para o crescimento econômico sustentável. “É fundamental criar um cenário com mais previsibilidade, menos burocracia e condições que estimulem o investimento e a geração de empregos. Quando o ambiente é favorável, quem produz consegue crescer, inovar e contribuir mais para o desenvolvimento do país”, disse.

Participação Fieg
Representaram a Fieg o presidente em exercício, Flávio Rassi, o vice-presidente Emílio Bittar e o presidente do Sindicato da Indústria do Arroz no Estado de Goiás (Siago) e membro da diretoria executiva da Federação, Jerry Alexandre.
A agenda concentrou-se na análise de entraves que afetam o dia a dia das empresas, como a complexidade regulatória, a carga tributária e a necessidade de maior previsibilidade econômica. Também foram discutidos caminhos para estimular investimentos, ampliar a produtividade e fortalecer a competitividade da indústria brasileira.
Segundo Flávio Rassi, o ambiente de negócios no país ainda impõe obstáculos relevantes ao empreendedorismo. “O Brasil se tornou, em muitos aspectos, um país inóspito ao empreendedorismo. Não podemos aceitar que a maioria das empresas não consiga se manter ao longo dos anos”, afirmou.

Ambiente empresarial
De acordo com ele, o excesso de normas e regulações dificulta a expansão das empresas. “É necessário avançar na construção de um ambiente que estimule o empreendedor a crescer, inovar e gerar oportunidades”, disse.
Para Emílio Bittar, a melhoria do ambiente de negócios passa pela criação de condições mais equilibradas para quem produz. “O setor produtivo precisa de previsibilidade, segurança jurídica e menos entraves para continuar investindo e gerando empregos”, afirmou.
Segundo ele, a redução do chamado “custo Brasil” é um fator central para ampliar a competitividade. “A simplificação de processos e a eficiência na gestão pública contribuem para um ambiente mais favorável ao empreendedor”, disse.

Competitividade tributária
Jerry Alexandre destacou os impactos da carga tributária na competitividade entre estados, especialmente em relação ao ICMS. “Há diferenças relevantes que afetam diretamente a capacidade de competição das empresas”, afirmou.
Segundo ele, experiências adotadas em outras unidades da federação indicam que é possível ampliar a inserção dos produtores em novos mercados com medidas que reduzam distorções tributárias.
Também participaram da reunião representantes de entidades do setor produtivo goiano, como a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), a Organização das Cooperativas Brasileiras em Goiás (OCB-GO), a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL-GO), a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), a Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) e a Federação das Associações Comerciais, Industriais, Empresariais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), entre outras lideranças empresariais.




