Seca atinge abastecimento de 14 cidades em Goiás

Segundo relatório realizado pela Saneago, 14 cidades em Goiás podem sofrer com a falta d´água em razão da seca que reduziu o volume de mananciais utilizados para o abastecimento público e, consequentemente, atingiu o nível dos reservatórios para a captação de água: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Abadia de Goiás, Aragoiânia, Cidade Ocidental, Valparaíso, Formosa, Mozarlândia, Luziânia, Pontalina, Goianésia, Pires do Rio e Morro Agudo


Na capital, o nível do Rio Meia Ponte – responsável por abastecer mais da metade da população – na área de captação caiu sensivelmente. A Saneago identificou pivôs de irrigação ao longo da bacia hidrográfica que contribuem para provocar a baixa e acionou órgão ambientais como a Delegacia do Meio Ambiente e a Secima para avaliação de outorgas existentes e usuários não autorizados que prejudicam a vazão captada.

Aparecida de Goiânia
Em Aparecida de Goiânia, assim como acontece com o Sistema Meia Ponte, o Sistema Lajes que abastece a Região Central do município também foi afetado pela captação irregular. As medidas tomadas também são semelhantes. Nas vizinhas Abadia de Goiás e Aragoiânia, a Saneago apura se a redução do nível também se deve à captação irregular.

De acordo com a diretora de produção da companhia, Lívia Dias, mesmo quando a licença for outorgada para fins particulares, é preciso priorizar o abastecimento público. Já em Cidade Ocidental e Valparaíso, localizadas no Entorno do Distrito Federal, o nível do Ribeirão Saia Velha, manancial que abastece toda a Cidade Ocidental e 40% de Valparaíso, foi afetado pelo represamento irregular feito por clubes e chácaras da região. A Saneago acionou o Ministério Público para atuar junto aos responsáveis.

Em Formosa e Mozarlândia, a situação é a mesma: o volume dos cursos d´água reduziu drasticamente devido à falta de chuva. Estão sendo perfurados novos poços profundos e as regiões mais afetadas estão sendo atendidas por caminhões ­pipa.

Luziânia
Em Luziânia, o nível do rio Palmital tem oscilado bastante e a Saneago, em parceria com a Secima, realizaram vistorias ao longo do leito do rio para detectar a possível utilização indevida de água. A companhia está buscando parcerias com o Ministério Público Estadual, visando coibir a prática.

Em Pontalina, Goianésia, Pires do Rio e Morro Agudo, também houve redução drástica nos mananciais de abastecimento. A Saneago vai intensificar ações junto aos órgãos ambientais e de regulação,
visando combater o uso indiscriminado da água por parte de proprietários rurais. Ações pontuais estão sendo tomadas para amenizar a situação.

Anápolis
Em Anápolis, o elevado consumo de água e a baixa vazão dos mananciais levaram à situação crítica no abastecimento. Em busca de regularizar o fornecimento, a Saneago colocou em operação uma terceira bomba reserva no Sistema Piancó 2, com o objetivo de aumentar a vazão no Piancó 1. A expectativa é de que, ao longo desta semana, ela contribua para estabilizar o sistema, que deverá operar no limite para suprir a demanda.

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