Iniciativa
interna “Sorte é ter com quem contar” aborda cuidado, escolhas e rede de apoio,
incluindo discussão sobre apostas online entre os temas relacionados ao
bem-estar do colaborador
No
mês dedicado aos cuidados com a saúde mental, campanhas dedicadas ao tema
colocam empresas como uma das principais aliadas na qualidade de vida do
colaborador. A Fundacentro, órgão ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego,
destaca que o ambiente profissional tem papel relevante no debate sobre
Setembro Amarelo, defendendo a criação de espaços de escuta e diálogo como
parte de uma cultura que favoreça a busca por ajuda.
É
nesse cenário que o Grupo Saga está realizando, ao longo de setembro, a
campanha interna “Sorte é ter com quem contar”, iniciativa criada para levar
aos colaboradores uma conversa sobre cuidado, saúde emocional, escolhas e a
importância de contar com uma rede de apoio diante de situações que possam
gerar sofrimento ou exigir atenção. O conceito da campanha parte do trevo,
tradicionalmente associado à sorte. Na ação, porém, o símbolo ganha outro
significado.
“Nosso
papel é reforçar – com carinho e respeito – que perceber quando alguma situação
começa a pesar, conversar com alguém de confiança e buscar orientação pode
fazer diferença. Ter com quem contar também é uma forma de cuidado, ou, nesse
caso, de sorte”, afirma Bianca Martins, diretora de Recursos Humanos do Grupo
Saga.
A
escolha do conceito também permite abordar um tema que ganhou relevância na
agenda de saúde pública brasileira em 2026: as apostas on-line. Em julho, o
Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de prevenção aos danos
associados às bets e passou a orientar a população sobre sinais de uso
problemático, como apostar por mais tempo ou gastar mais do que o planejado e
perceber alterações no sono, humor, rotina ou relações.
A
discussão ganhou novos desdobramentos nos meses seguintes. Em agosto, o SUS
passou a oferecer até 100 mil teleatendimentos mensais para pessoas com
problemas de saúde mental relacionados a jogos e apostas e seus familiares. No
mesmo período, o Ministério da Fazenda informou que a Plataforma Centralizada
de Autoexclusão já havia registrado mais de 1,2 milhão de pedidos. Entre as
justificativas apresentadas, 35,93% correspondiam à perda de controle sobre o
jogo associada à saúde mental.
Nesse
contexto, as apostas entram na campanha da Saga como um dos exemplos de
situações em que ter uma rede de apoio é essencial. A própria orientação do
Ministério da Saúde inclui conversar com familiares e amigos sobre limites e
experiências com aposta, além de buscar apoio profissional quando houver
dificuldade para controlar a atividade.
A
abordagem do Grupo Saga, no entanto, não pretende diagnosticar ou tratar
transtornos relacionados ao jogo, mas ampliar o significado do Setembro Amarelo
dentro do ambiente corporativo. “A proposta é abrir espaço para uma conversa
que faça parte da realidade dos colaboradores, estimular a percepção de sinais
que mereçam atenção e reforçar que pedir ajuda pode fazer parte do cuidado
antes que uma situação se agrave”, finaliza Bianca.
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