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Operação Fórmula Fiscal: Cira-GO prende irmãos foragidos por sonegação de R$ 45 milhões e receptação de medicamentos oncológicos roubados

 Força-tarefa do Cira-GO cumpriu mandados de prisão e de busca em Goiânia e Morrinhos; entre os investigados está um empresário foragido da Justiça do Distrito Federal acusado de recepcionar medicamentos oncológicos furtados e roubados


Uma investigação conduzida no Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de Goiás (Cira-GO), integrado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), pela Polícia Civil de Goiás, pela Secretaria de Estado da Economia e pela Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO), resultou na prisão de dois irmãos apontados como líderes de um grupo empresarial do ramo de medicamentos e produtos hospitalares e na desarticulação de um esquema de sonegação de impostos e blindagem patrimonial que causou prejuízo superior a R$ 45 milhões aos cofres públicos. 

A Operação Fórmula Fiscal foi deflagrada na quinta-feira (27/8), com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Goiânia e Morrinhos, expedidos no âmbito de inquérito policial que tramita no comitê. 

Durante a ofensiva policial, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva. Dois irmãos, de 44 e 47 anos de idade respectivamente, indicados na investigação como os principais responsáveis pelo grupo empresarial, foram capturados em uma propriedade rural no município de Morrinhos (GO).

Na mesma propriedade, as equipes de investigação localizaram e apreenderam armas de fogo longas e munições. Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, distribuídos em três endereços comerciais e residenciais localizados em Goiânia e um na propriedade rural onde ocorreram as prisões.

Integrantes do Cira apontam que os investigados possuem histórico de reiteração criminosa e fuga das autoridades. Um dos irmãos capturados, Alécio Soares Silva, empresário atuante no setor de distribuição de produtos hospitalares, estava foragido da Justiça desde abril. Ele era alvo de mandado de prisão preventiva anteriormente expedido no âmbito da Operação Alto Custo, liderada pela Polícia Civil do Distrito Federal.

A investigação no Distrito Federal identificou o empresário como o líder e financiador principal de uma organização criminosa especializada no furto e comércio clandestino de medicamentos de alto custo, notadamente fármacos oncológicos. Esse esquema possuía ramificações no Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. Denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pelos crimes de organização criminosa, receptação qualificada e lavagem de dinheiro, o suspeito utilizava as empresas investigadas em Goiás para receber medicamentos oncológicos subtraídos no Aeroporto de Brasília e posteriormente transportados ao território goiano.

Sequestro patrimonial e desarticulação econômica

Para minimizar as perdas decorrentes da sonegação de tributos, a Justiça determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens dos envolvidos (incluindo valores bancários, contas financeiras, veículos e imóveis) até o teto de R$ 45.660.838,17, cobrindo o montante do prejuízo fiscal causado ao erário goiano. Ao longo das buscas, também foram recolhidos telefones celulares, documentos diversos e veículos, que passarão por análise técnica a fim de instruir o inquérito.

O Cira-GO informou que as evidências colhidas serão compartilhadas com as instituições parceiras para o andamento das medidas necessárias nos campos tributário, cível, penal e patrimonial. Em outra frente, a operação goiana se integra à mobilização das operações nacionais Recupera e Renorcrim, coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), as quais integram os esforços estaduais em uma rede nacional focada no enfraquecimento financeiro de organizações criminosas e na recuperação de ativos desviados. (Texto: Cira-GO - Edição: Ascom-MPGO)

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