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Fieg aproxima setor produtivo da Equatorial para discutir futuro da energia em Goiás

Mais de R$ 8,1 bilhões investidos na rede elétrica de Goiás em três anos, redução de 48% na Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e novos projetos para ampliar e modernizar a infraestrutura. Os dados foram apresentados pela Equatorial Energia durante encontro promovido pelo Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Fieg, quinta-feira (10/9), na Casa da Indústria, em Goiânia.

A empresa, que iniciou a concessão em Goiás em 2023, atende 3,8 milhões de clientes em 237 municípios, cerca de 96% do Estado. Em 2025, o consumo de energia na área de concessão chegou a 20 TWh.

Para o presidente do Coinfra-Fieg, Célio Eustáquio de Moura, aproximar o setor produtivo dos órgãos e empresas que mantêm contato direto com a indústria faz parte da missão do conselho. A proposta, segundo ele, é promover esse diálogo de forma transversal, aproximando o empresariado goiano de quem atua diretamente em áreas estratégicas para a economia.

A iniciativa ocorre em um momento em que o próprio Coinfra amplia o debate sobre a infraestrutura energética de Goiás. No início de setembro, o conselho publicou o Relatório de Infraestrutura de Energia Elétrica de 2026, que analisa o desempenho da malha elétrica estadual. Confira o relatório na íntegra aqui.

Avanços e desenvolvimento

Gerente de Comunicação da Equatorial, Laércio Carneiro apresentou os principais resultados dos três primeiros anos de concessão, com destaque para a redução de 48% do DEC, que chegou a 10,92 horas, e de 47% da Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), atualmente em 5,2 vezes.

Segundo Carneiro, o DEC alcançou em 2026 o menor índice da série histórica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), iniciada em 2001. “Esse é o menor índice da série histórica. Nos orgulhamos disso porque nos mostra o efeito no dia a dia dos nossos consumidores”, afirmou.

Ele também detalhou obras entregues entre 2023 e o primeiro semestre de 2026, entre elas nove novas subestações, além da renovação, ampliação e modernização de outras 249. A empresa implantou ainda 11 novas linhas de alta tensão e adequou e recapacitou outras oito, totalizando mais de 190 quilômetros.

Próximos passos

Para o período de 2026 a 2028, a executiva de Planejamento e Extensão da Equatorial, Tárcia Morais, apresentou um plano que prevê 16 novas subestações, entre elas as de Areião, em Goiânia, Caldas Novas 2 e Formosa. Também estão previstas 86 ampliações e modernizações e 34 novas linhas de transmissão, com obras em Matrinchã, Jussara, Pires do Rio, Trindade, Anápolis e Nerópolis.

O plano inclui ainda três novos pontos de suprimento para reforçar a rede goiana, que já conta com 27. A subestação Matrinchã 2 tem previsão de energização em julho de 2027. Já Iaciara 2 e Mundo Novo 2 estão previstas em leilões de transmissão para outubro de 2026 e 2027, respectivamente.

Tárcia também destacou obras como a modernização da subestação de Nerópolis, na Região Metropolitana; a implantação do pátio de 138 kV na subestação de Cabriúva, na regional Rio Verde; e uma nova subestação em Santa Cecília, na regional Morrinhos.

O encontro terminou com debate entre conselheiros, empresários e profissionais do setor, que puderam tirar dúvidas e obter informações sobre o planejamento da concessionária. Para o assessor de Relações Institucionais da Equatorial, Humberto Eustáquio Tavares Corrêa, o diálogo permite apresentar de forma transparente o que a empresa vem fazendo e responder às demandas do setor produtivo.

 


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