A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Goiás
(SBCP-GO) faz um alerta aos veículos de imprensa e profissionais de comunicação
sobre o uso do termo “cirurgia plástica” em notícias envolvendo complicações ou
óbitos após procedimentos estéticos.
A entidade chama a atenção para a importância de verificar a
especialidade do médico responsável pelo procedimento antes da publicação da
informação. O objetivo é evitar que o termo seja utilizado de forma genérica e
acabe associando a Cirurgia Plástica e seus especialistas a procedimentos
realizados por médicos de outras especialidades.
No documento abaixo, a SBCP-GO apresenta orientações para
uma abordagem jornalística mais precisa e compatível com os fatos apurados.
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica-Regional Goiás alerta
sobre o uso inadequado do termo cirurgia plástica
Solicitação de precisão na terminologia utilizada em
notícias sobre procedimentos estéticos
À imprensa e aos profissionais de comunicação,
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) vem,
respeitosamente, solicitar atenção quanto à terminologia utilizada na
divulgação de notícias envolvendo complicações ou óbitos relacionados a
procedimentos cirúrgicos de finalidade estética.
Em especial, nos casos em que determinado procedimento tenha
sido realizado por médico cuja especialidade não seja a Cirurgia Plástica,
consideramos importante evitar expressões como “paciente morreu após cirurgia
plástica”, quando essa formulação puder induzir o público a compreender que o
procedimento foi realizado por médico especialista em Cirurgia Plástica.
A expressão “cirurgia plástica” possui, para a população,
associação direta com uma especialidade médica reconhecida e com os
profissionais que a exercem. Por essa razão, sua utilização de forma genérica
em uma manchete pode criar uma associação imprecisa entre determinado evento e
a especialidade Cirurgia Plástica.
Quando comprovado que o procedimento foi realizado por
médico especialista em outra área, entendemos ser mais preciso que a notícia
descreva objetivamente a natureza do procedimento e a especialidade do
profissional responsável.
Assim, em situação na qual o procedimento estético tenha
sido realizado por médico otorrinolaringologista, sugerimos, conforme os fatos
efetivamente apurados, formulações como:
“Paciente morreu após procedimento/cirurgia estética
realizada por médico otorrinolaringologista.”
ou
“Paciente morreu após procedimento estético realizado por
médico especialista em Otorrinolaringologia.”
Essa distinção não tem por objetivo emitir qualquer juízo
antecipado sobre a atuação do profissional envolvido, estabelecer
responsabilidade pelo desfecho ou interferir na apuração dos fatos pelas
autoridades competentes.
Trata-se exclusivamente de uma solicitação de precisão
técnica e jornalística, de modo que a especialidade Cirurgia Plástica e os
médicos especialistas que a integram não sejam indevidamente associados a
procedimentos realizados por profissionais de outras especialidades.
A SBCP reconhece e respeita as diferentes especialidades
médicas e entende que a mesma precisão deve ser observada em relação a todas
elas. A informação correta sobre qual procedimento foi realizado, por quem e
qual a especialidade médica efetivamente envolvida contribui para uma
comunicação mais transparente e para a adequada compreensão da sociedade.
Dessa forma, solicitamos aos veículos de imprensa,
jornalistas, editores e demais profissionais de comunicação que, ao noticiarem
episódios dessa natureza, verifiquem a especialidade do médico responsável e
adotem terminologia compatível com os fatos apurados.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica permanece à
disposição da imprensa para esclarecimentos técnicos relacionados à
especialidade e aos procedimentos de Cirurgia Plástica.
Atenciosamente,
SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA
Regional Goiás
Foto: Imagem criada por IA
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