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HEF alerta sobre risco de acidentes com animais peçonhentos na seca

Queimadas e estiagem favorecem a presença de cobras, escorpiões e aranhas em áreas urbanas; atendimento rápido é fundamental para o tratamento.

Hospital Estadual de Formosa (HEF) informa sobre a estiagem em Goiás que aumenta o risco de acidentes com animais peçonhentos.
O HEF orienta sobre prevenção, atendimento imediato e a importância do uso correto dos soros antivenenos quando indicados. (Fotos: Divulgação/IMED) 


Com a intensificação da estiagem em Goiás e o aumento das queimadas, cresce também o risco de acidentes envolvendo animais peçonhentos, como cobras, escorpiões, aranhas e lagartas. O fogo e a falta de água e alimento levam esses animais a deixarem seus habitats naturais em busca de abrigo em áreas urbanas, aumentando a possibilidade de contato com a população.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registra, anualmente, mais de 300 mil acidentes por animais peçonhentos, sendo os escorpiões responsáveis pela maior parte das ocorrências. A orientação é que qualquer pessoa vítima de picada procure atendimento médico imediatamente, pois o tratamento precoce reduz significativamente o risco de complicações.

O Hospital Estadual de Formosa (HEF) reforça que, diante de uma picada ou mordida de animal peçonhento, a vítima deve evitar medidas caseiras, como fazer cortes no local, sugar o veneno, aplicar substâncias como álcool, pó de café e folhas ou realizar torniquetes. Essas práticas não neutralizam o veneno e podem agravar a lesão.

Segundo o médico Wanderson Sant’Ana, as condições climáticas típicas do período de estiagem favorecem o deslocamento desses animais para áreas habitadas, o que exige atenção redobrada da população e busca imediata por atendimento em caso de acidentes. "Durante o período de seca, é comum observarmos um aumento na circulação desses animais em áreas residenciais. Escorpiões podem se esconder em entulhos, sapatos e ralos, enquanto serpentes procuram locais com vegetação, terrenos baldios e até quintais. Ao sofrer um acidente, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde, pois a avaliação médica é essencial para definir o tratamento adequado e, quando necessário, a administração do soro antiveneno," destaca o médico.


Cada animal possui um soro específico

Nem todo acidente com animal peçonhento exige a aplicação de soro. A necessidade do tratamento depende da espécie envolvida, da quantidade de veneno inoculada, da gravidade do quadro clínico e das características da vítima, como idade e condições de saúde. Existem diferentes tipos de soros antivenenos, cada um desenvolvido para neutralizar o veneno de determinados animais.

O soro antiescorpiônico é indicado para casos moderados e graves de picadas por escorpiões. Já o soro antibotrópico é utilizado nos acidentes causados por jararacas, responsáveis pela maioria dos casos envolvendo serpentes no Brasil. Nos acidentes com cascavéis, o tratamento é feito com o soro anticrotálico. Para acidentes envolvendo corais verdadeiras, utiliza-se o soro antielapídico. Há ainda o soro antiaracnídico, indicado em situações específicas de acidentes com aranhas, principalmente armadeira e aranha-marrom, conforme avaliação médica.

A definição do tipo de soro e da quantidade necessária é realizada exclusivamente pela equipe médica, após avaliação clínica da vítima e da evolução dos sintomas. Sempre que possível, é importante informar as características do animal envolvido no acidente, mas jamais tentar capturá-lo ou manuseá-lo, caso isso represente risco.

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