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| Foto: Magnific |
Tosse
persistente, falta de ar e cansaço estão entre os sinais de alerta;
pneumologista reforça que não existe consumo seguro
O
tabagismo provoca inflamação e destruição do tecido pulmonar e está entre os
principais fatores relacionados à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e
ao câncer de pulmão. Também aumenta o risco de infecções respiratórias e agrava
doenças como a asma. Em alguns casos, o comprometimento avança durante anos sem
sintomas importantes.
No
Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, a pneumologista do
Hospital Encore, em Aparecida de Goiânia, Luciany Victor de Andrade, chama
atenção para alterações que muitas vezes acabam sendo incorporadas à rotina de
quem fuma.
“Tosse
persistente, catarro frequente, falta de ar, chiado, cansaço aos esforços e
infecções respiratórias recorrentes são sinais que merecem atenção. A DPOC,
porém, pode evoluir durante anos sem sintomas importantes”, explica.
A
ausência de manifestações intensas não significa que os pulmões estejam
protegidos. Mesmo o consumo de poucos cigarros por dia aumenta o risco de
doenças pulmonares e cardiovasculares. Segundo ela, não existe uma quantidade
que possa ser considerada segura.
Em
Goiás, dados da Secretaria de Estado da Saúde ajudam a dimensionar o problema.
O primeiro Vigitel Goiás, com informações referentes a 2022, apontou que 13,1%
da população adulta era fumante. Entre jovens de 18 a 24 anos, 16% relataram
uso de dispositivos eletrônicos para fumar.
Novos
dispositivos também preocupam
A
popularização dos cigarros eletrônicos acrescentou uma nova preocupação ao
cenário. Apesar da aparência diferente e da percepção de menor risco, esses
produtos expõem os pulmões à nicotina e a diversas substâncias potencialmente
tóxicas, além de manterem a dependência.
“Os
vapes não são seguros. Eles expõem o pulmão à nicotina e a diversas substâncias
potencialmente tóxicas, podem causar inflamação pulmonar e mantêm a
dependência. O ideal é não utilizar”, alerta a pneumologista.
Os
benefícios de abandonar o hábito, por outro lado, começam a aparecer
rapidamente. Nas primeiras horas, a oxigenação melhora e, ao longo das semanas
e dos meses, sintomas como tosse e falta de ar tendem a diminuir. Com o passar
dos anos, também ocorre redução dos riscos de câncer e doenças
cardiovasculares.
Mesmo
quem fuma há muito tempo se beneficia da interrupção. A dependência da nicotina
pode dificultar esse processo, mas a orientação profissional e os tratamentos
disponíveis aumentam as chances de sucesso.
“Nunca
é tarde para parar. A cessação reduz os riscos mesmo após muitos anos de
tabagismo. Quem deseja parar deve procurar orientação profissional, pois
existem tratamentos que aumentam significativamente as chances de sucesso”,
finaliza Luciany Victor de Andrade.
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