Comunicação e diálogo por parte dos pais é fundamental nesse período
As férias escolares costumam despertar grandes expectativas em crianças e adolescentes. Muitos imaginam dias inteiros ao lado dos pais, passeios especiais e momentos de convivência que a rotina do restante do ano nem sempre permite. No entanto, para boa parte das famílias brasileiras, essa expectativa esbarra na realidade. Os pais seguem trabalhando, o orçamento muitas vezes não permite viagens ou programas diferenciados, e o tempo disponível para o lazer em família continua limitado. Quando há um grande contraste entre o que a criança espera viver e o que realmente acontece, aumenta o risco de frustração.
O problema, segundo a psicóloga Karina Siqueira, da Hapvida, começa na falta de comunicação. "As crianças criam expectativas baseadas no que ouvem dos colegas, no que veem na televisão ou nas redes sociais. Se os pais não dialogam com os filhos sobre o que é realmente possível fazer, a decepção vira quase certa", afirma, destacando que as reações, quando associadas à tristeza ou à insatisfação, são legítimas e merecem acolhimento.
A especialista recomenda que os responsáveis envolvam os filhos no planejamento desde o início, mostrando, com transparência, quais atividades cabem no tempo e no bolso da família, sem promessas que não poderão ser cumpridas.
O alerta dos psicólogos vai além do incômodo passageiro. Quando as férias chegam e a criança percebe que o tempo com os pais continua escasso e condicionado à agenda do trabalho, essa repetição pode construir um padrão emocional delicado. “Não se trata de culpar as famílias, afinal, boa parte dos pais trabalha duro para sustentar o lar. Mas reconhecer a presença, mesmo que em pequenas doses, faz toda a diferença na formação emocional dos filhos”, ressalta.
A boa notícia é que há formas de entreter os filhos nas férias que não exigem pacotes turísticos ou compras fora do orçamento. Um piquenique no quintal, uma sessão de filme com pipoca em casa ou uma tarde de jogos de tabuleiro podem render momentos tão marcantes quanto uma viagem. "O que a criança valoriza é a qualidade da presença, não o valor gasto", explica Karina. Ela sugere que os pais criem pequenos rituais diários, como cozinhar juntos ou fazer uma caminhada no fim da tarde, para garantir que, mesmo com a agenda cheia, haja um espaço reservado exclusivamente para a conexão familiar.
Para evitar que as férias se tornem sinônimo de frustração, Karina orienta os pais a adotarem uma postura realista e transparente desde o começo. Explicar para a criança que eles precisam trabalhar, mas que vão reservar alguns momentos especiais ao longo do dia. "Não adianta compensar a ausência com presentes ou promessas vazias. O que fica gravado na memória afetiva da criança é a presença, o olhar, o colo e a brincadeira compartilhada", conclui. Férias inesquecíveis não são as mais caras. São as mais presentes.
Sobre a Hapvida
Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 75 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 84 hospitais, 75 prontos atendimentos, 367 clínicas médicas e 313 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.




