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| Foto: Magnific |
Infectologista
explica que identificar a infecção antes das complicações amplia as
possibilidades de tratamento
Os
avanços da medicina mudaram o cenário das hepatites. Hoje, alguns tipos podem
ser controlados e outros apresentam altas taxas de cura. Para que esses
resultados sejam alcançados, porém, o diagnóstico precoce continua sendo
decisivo, já que muitos pacientes convivem com a infecção durante anos sem
apresentar sintomas.
Dados
do Boletim Epidemiológico 2025 do Ministério da Saúde mostram que o Brasil
registrou mais de 826 mil casos entre 2000 e 2024. As infecções pelos vírus B e
C concentram a maior parte das notificações e estão mais associadas ao
desenvolvimento de cirrose e câncer de fígado.
No
Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, a
infectologista Marina Roriz, do Hospital Encore, em Aparecida de Goiânia,
explica que as formas de transmissão variam conforme o vírus. Por isso,
conhecer a doença e adotar medidas de prevenção são passos importantes para
reduzir novos casos.
"As
hepatites A e E costumam estar relacionadas ao consumo de água e alimentos
contaminados. Já as hepatites B, C e D são transmitidas principalmente pelo
contato com sangue e outros fluidos corporais. Conhecer essas diferenças
permite adotar medidas específicas de prevenção e reduzir o risco de
infecção", afirma.
Entre
os principais cuidados estão a vacinação contra as hepatites A e B, o uso de
preservativos nas relações sexuais, o não compartilhamento de objetos
perfurocortantes e a utilização de materiais esterilizados em procedimentos
médicos, odontológicos, estéticos e de tatuagem. No caso das hepatites A e E, o
acesso à água tratada e ao saneamento básico também é essencial.
A
testagem é indicada principalmente para gestantes, profissionais expostos a
materiais perfurocortantes, pessoas que receberam transfusões antes da
implantação da triagem sorológica, usuários de drogas e indivíduos com fatores
de risco para contato com sangue contaminado.
Atualmente,
a hepatite C apresenta taxas de cura superiores a 95%, enquanto a hepatite B
pode ser controlada com medicamentos que reduzem significativamente o risco de
progressão da doença.
"Hoje,
o maior desafio já não é a falta de tratamento, mas fazer com que as pessoas
descubram a doença antes que ela cause danos ao fígado. Quanto mais cedo isso
acontece, maiores são as chances de controlar a infecção e evitar
complicações", reforça Marina Roriz.
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