“Essa é uma preocupação recorrente em praticamente todos os setores. A indústria precisa de mão de obra qualificada para sustentar o crescimento e ampliar sua competitividade.”
A avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, marcou a reunião realizada nesta quarta-feira (3), na Casa da Indústria, em Goiânia, com o diretor-geral do Senai Nacional, Leone Peter Correia da Silva Andrade, e equipe técnica da instituição.
O encontro integrou uma série de visitas promovidas pelo Senai Nacional às federações das indústrias em todo o país. A iniciativa busca ouvir lideranças empresariais, identificar desafios regionais e reunir contribuições para a definição das diretrizes que orientarão a atuação da entidade nos próximos anos.
Participaram da reunião o diretor regional interino do Senai Goiás, superintendente interino do Sesi Goiás e diretor de Educação e Tecnologia do Sistema Fieg, Claudemir Bonatto; o superintendente da Fieg, Lenner Rocha; o superintendente de Educação Profissional e Superior do Senai Nacional, Carlos Eduardo de Medeiros Braguini; o superintendente de Inovação e Tecnologia do Senai Nacional, Roberto de Medeiros; o superintendente de Gestão e Desempenho do Senai Nacional, Felipe Morgado; a assessora da Diretoria-Geral do Senai Nacional, Rosângela Maria Costa; e a gerente de Comunicação e Marketing da Fieg, Sandra Persijn.
Durante o encontro, foram debatidos temas considerados estratégicos para o desenvolvimento industrial brasileiro, entre eles qualificação profissional, produtividade, empregabilidade, transformação digital, inovação, competitividade e acesso ao crédito.
Escassez de mão de obra qualificada
A falta de profissionais capacitados foi apontada como um dos principais gargalos enfrentados pela indústria. André Rocha observou que empresas de diferentes segmentos têm dificuldades para preencher vagas técnicas e operacionais. “Essa é uma preocupação recorrente em praticamente todos os setores. A indústria precisa de mão de obra qualificada para sustentar o crescimento e ampliar sua competitividade”, afirmou.
Ao tratar do tema, Leone Peter ressaltou o papel da aprendizagem profissional na formação de novos talentos e na conexão entre educação e mercado de trabalho. “Precisamos preparar o futuro sem perder de vista as demandas atuais da indústria. A aprendizagem é uma ferramenta importante para formar os profissionais de que o setor necessita”, destacou.
Claudemir Bonatto apresentou ações desenvolvidas pelo Senai Goiás para ampliar a qualificação profissional em áreas como mecânica, automação, manutenção industrial e tecnologia da informação, em sintonia com as necessidades das empresas.
Transformação digital e produtividade
A transformação digital e o aumento da produtividade também estiveram entre os principais assuntos da reunião. O superintendente de Inovação e Tecnologia do Senai Nacional, Roberto de Medeiros Júnior, apresentou resultados de programas voltados à digitalização de processos industriais, automação e indústria inteligente.
Segundo ele, Goiás tem se destacado nacionalmente em iniciativas de Smart Factory e transformação digital, além de avançar na utilização de linhas de financiamento voltadas à modernização industrial.
Os
participantes também discutiram alternativas para ampliar o acesso ao
crédito e estimular investimentos em inovação, tecnologia e ganhos de
produtividade.
Inovação e competitividade
O fortalecimento da inovação como fator de competitividade foi outro tema abordado. Leone Peter apresentou propostas para ampliar a integração entre institutos de pesquisa, universidades, centros tecnológicos e setor produtivo, fortalecendo a conexão entre conhecimento, tecnologia e desenvolvimento industrial.
Felipe Morgado e Carlos Eduardo de Medeiros Braguini contribuíram com reflexões sobre formação profissional, desempenho educacional e preparação de talentos para as transformações do mercado de trabalho.
Ao final da reunião, André Rocha ressaltou a importância do diálogo entre o Senai Nacional e as federações estaduais na construção de soluções alinhadas às diferentes realidades da indústria brasileira. “A escuta das demandas regionais permite desenvolver iniciativas mais aderentes às necessidades das empresas e aos desafios do desenvolvimento industrial do país”, concluiu.
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