A integração entre cana-de-açúcar e milho foi apresentada como eixo estratégico para a expansão do etanol no Brasil durante a BioMilho Brasil, realizada nesta quarta-feira (26), em Ribeirão Preto (SP).
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar, André Rocha afirmou que o avanço do etanol de grãos consolida uma nova etapa da bioenergia nacional, com impacto direto na competitividade industrial e na segurança energética.
Na palestra “Panorama Bioenergético – Cana & Milho”, Rocha destacou três vetores do setor: crescimento da capacidade instalada, ganhos de eficiência e necessidade de estabilidade regulatória. Segundo ele, o etanol de grãos deixou de ser tendência e passou a integrar de forma estruturada a matriz bioenergética brasileira. "O desafio agora é assegurar ambiente regulatório previsível e condições competitivas para sustentar investimentos de longo prazo”, afirmou.
Ainda, de acordo com o dirigente, a complementaridade entre as duas rotas produtivas reduz a ociosidade industrial, dilui riscos sazonais e amplia a escala produtiva, fator decisivo para atração de capital e redução de custos.
O evento reuniu representantes de usinas, investidores e fornecedores da cadeia agroindustrial. A programação incluiu debates sobre modelagem financeira, engenharia, inovação tecnológica e dinâmica de mercado.
Na abertura, o CEO do Grupo Pró-Usinas, Josias Messias, questionou se o avanço do milho representa risco competitivo ou oportunidade de diversificação para o setor sucroenergético. A tese predominante foi a de complementaridade produtiva.
O encontro também trouxe experiências internacionais sobre consolidação do etanol de milho, com foco em gestão estratégica e inovação tecnológica.




