
A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) integrou, nesta quinta-feira (15), a apresentação do Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal, iniciativa do Governo de Goiás voltada à atração de investimentos e ao fortalecimento da cadeia produtiva florestal no estado. O encontro reuniu autoridades, entidades classistas e representantes do setor produtivo e marcou a assinatura do Protocolo de Intenções pelo vice-governador Daniel Vilela, ao lado de secretários estaduais e lideranças empresariais.
Durante a apresentação, o presidente da Fieg, André Rocha, também vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Goiás e presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar, destacou a importância da integração entre cadeias produtivas estratégicas para ampliar a competitividade de Goiás. “Quando alinhamos cadeias estratégicas como o etanol de milho, a cana-de-açúcar e a silvicultura, criamos um ambiente mais competitivo, reduzimos custos logísticos e abrimos caminho para investimentos que geram emprego, renda e desenvolvimento para Goiás.”
Em mensagem de vídeo, o governador Ronaldo Caiado ressaltou que o estado está preparado para receber grandes investimentos no setor florestal, especialmente na cadeia de papel e celulose e nas indústrias que utilizam biomassa e madeira como insumos estratégicos.
“Estamos construindo um sistema sustentável e preparado para receber grandes investimentos. Goiás dá mais um passo para se consolidar como um polo atrativo e competitivo no setor florestal, conectando as potencialidades do estado ao mercado nacional e internacional”, afirmou o governador, ao destacar ainda a segurança pública como diferencial do ambiente de negócios.
A apresentação técnica do plano foi conduzida pelo secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Pedro Leonardo Rezende, que detalhou o cenário nacional e estadual do setor. Entre os dados apresentados, estão os 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas no Brasil, a liderança do país como maior exportador mundial de celulose e o potencial de Goiás, que dispõe de cerca de 7,4 milhões de hectares de pastagens degradadas aptas à conversão para florestas plantadas, sem necessidade de abertura de novas áreas.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, ressaltou que o desenvolvimento florestal está diretamente conectado a outras cadeias estratégicas do estado, como o etanol de milho e a cana-de-açúcar, e avaliou que a convergência entre setor produtivo e governo é determinante para ampliar oportunidades e desenvolvimento regional.
“Essa é uma cadeia que vai trazer muito desenvolvimento para todos os goianos. Quando o setor produtivo e o governo caminham na mesma direção, os resultados acontecem.”
Também participaram do encontro o presidente do Conselho Temático de Agricultura (CTA), Marduk Duarte, elogiado pelas lideranças pelo papel de articulação e pela insistência na construção do debate que resultou no plano, e o embaixador José Carlos da Fonseca Júnior, cuja presença reforçou a dimensão internacional da iniciativa e o potencial de Goiás para atrair investimentos estrangeiros.




