Fieg e China Trade Center lançam 139ª Canton Fair e aproximam empresários goianos do mercado chinês

A China, segunda maior economia do planeta e reconhecida pela força de sua capacidade industrial, também abriga a maior feira multissetorial do mundo: a Canton Fair. Com mais de 1,4 bilhão de habitantes, dezenas de megacidades e uma produção que a consagrou como a “fábrica do mundo”, o país segue determinante para empresas que buscam ampliar mercados, inovar e diversificar fornecedores.



Foi nesse cenário de crescente aproximação comercial que o Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg, em parceria com o China Trade Center e apoio do Sebrae Goiás, lançou, na quinta-feira (27/11), na Casa da Indústria, a 139ª edição da Canton Fair. A iniciativa reuniu empresários goianos interessados em estreitar relações com fornecedores chineses e compreender, na prática, como aproveitar o potencial da feira.


A abertura do evento contou com a participação do vice-presidente da Fieg, Emílio Bittar, que destacou o movimento natural das empresas goianas rumo a mercados mais amplos.


“A China é hoje não apenas um gigante econômico, mas um dos destinos mais importantes para quem deseja ampliar mercados, fortalecer cadeias produtivas e acessar novas tecnologias. Para Goiás, que tem uma indústria forte, diversificada e inovadora, esse movimento é natural e necessário.”


Na avaliação de Bittar, a atuação da Federação tem sido decisiva para aproximar o setor industrial desse ambiente de oportunidades.



“Temos atuado intensamente para abrir portas, criar canais de diálogo e facilitar o caminho para pequenas, médias e grandes empresas que desejam se aproximar do mercado chinês com segurança e conhecimento. A Canton Fair é uma vitrine global que conecta fornecedores, compradores, investidores e tendências que movimentam o comércio mundial.”


A programação avançou com a apresentação conduzida por Heitor Fiorotto, gerente do China Trade Center, que detalhou a estrutura da feira, o ambiente econômico chinês e a atuação do escritório no Brasil. Ele lembrou que a Canton Fair ocorre em três fases, organizadas por segmentos específicos, o que facilita a busca por fornecedores e produtos adequados às necessidades de cada empresa. As datas e setores foram apresentados da seguinte forma:


✔️ 1ª fase – 15 a 19 de abril / 15 a 19 de outubro: máquinas leves e pesadas, automação, eletrônicos, ferramentas, autopeças, robótica, novas energias e maquinário agrícola e de construção.

✔️ 2ª fase – 23 a 27 de abril / 23 a 27 de outubro: materiais de construção e decoração, louças sanitárias, móveis, itens domésticos, cerâmica, jardinagem, utensílios e presentes.

✔️ 3ª fase – 1º a 5 de maio / 31 de outubro a 4 de novembro: têxtil, confecções, calçados, brinquedos, papelaria, higiene pessoal, medicamentos, alimentos e produtos esportivos.



Fiorotto ressaltou ainda que Guangzhou, sede da feira, é uma das maiores cidades da China, reúne uma longa tradição comercial e concentra algumas das estruturas de convenções mais modernas do país, reforçando o ambiente propício para negócios internacionais.


Mesa-redonda trouxe experiências e lições práticas - A apresentação abriu caminho para uma mesa-redonda mediada pela gerente de Comunicação e Marketing da Fieg, Sandra Persijn, que reuniu empresários participantes das missões organizadas pela Fieg e pelo Sebrae. O diálogo trouxe um panorama realista sobre negociação, volume de compras, especificações técnicas e a importância de preparação prévia antes de embarcar para a feira.


“Se você quer prever o futuro, olhe para a Ásia. O futuro está lá. O segredo lá é volume. Quanto mais volume, mais interesse. Por isso, o papel da trade é tão importante para pequenos negócios, porque garante o volume necessário às negociações”, avaliou o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Anápolis (Simmea), Ian Moreira.


Na mesma linha, a empresária Daniela Trindade, da Trindade Soluções Construtivas, destacou como a vivência na China ampliou sua visão sobre eficiência e tendências. “Se eu tivesse a noção do quanto a ida para a China agregaria na implementação de tanta coisa aos meus negócios, eu teria ido muito antes. Lá, não é só produto ou serviço. É um ecossistema de negócios em alta performance.”


O gestor do Grupo Sigma Engenharia, Carlos Cunha, reforçou a relevância das parcerias construídas durante a feira. “Existe uma disposição da China de fazer uma via de mão dupla com empresários brasileiros. Não é só oportunidade para comprar, mas de construir um sistema de venda do que produzimos aqui. Não se trata só de dinheiro, e sim de fazer negócios.”



Já Rodrigo Guimarães, do Grupo Guimarães Logística, ressaltou o impacto da missão guiada. “A missão à Canton Fair foi um divisor de águas. Meu conselho: quem quer ir, não vá sozinho. A missão guiada faz toda a diferença nas negociações. E a Câmara Chinesa oferece suporte valioso no pós-evento, nas negociações com os fornecedores.”


Encerrando as contribuições, Carlos Alberto Soares, da Paulete Armários, trouxe uma reflexão sobre a importância do planejamento. “Fui pela primeira vez neste ano. É fundamental se preparar antes, pesquisar o que você quer. A feira é enorme, tem de tudo, e sem foco você se perde. A pesquisa prévia evitou que eu desperdiçasse tempo.”


Intercâmbio que transforma o mercado goiano - Para a gerente de Internacionalização da Fieg, Juliana Tormin, os depoimentos reforçam o propósito da Federação em preparar empresas para operar no comércio exterior com mais confiança.


“Essa troca de experiências desmistifica o comércio internacional e mostra que é possível ampliar fronteiras com planejamento. Quando o empresário escuta de quem já viveu a feira, ele ganha confiança para buscar novos fornecedores, negociar melhor e até pensar em exportar produtos goianos.”

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