Mês de alerta para o câncer colorretal


 

Mês de alerta para o câncer colorretal

 

Março azul-marinho reforça a importância do diagnóstico precoce e estilo de vida saudável no combate à doença

 

O câncer colorretal está relacionado a tumores malignos que podem atingir o intestino grosso, o reto e o ânus. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), para cada ano do triênio 2020/2022, a estimativa é que sejam diagnosticados no Brasil mais de 41 mil novos casos da doença, prevalente tanto em homens como em mulheres. Em mulheres, ele perde em incidência apenas para o câncer de mama e, em homens, fica atrás de tumores no pulmão e na próstata. A prevenção, por meio de um estilo de vida saudável e exames de rotina para diagnóstico precoce, é ainda a melhor forma de evitar a doença ou obter sucesso no tratamento.

De acordo com o médico proctologista do Hospital Brasília/Dasa Oswaldo Filho, alguns dos fatores que contribuem para o surgimento da doença são a idade (acima de 45 anos), sedentarismo, obesidade, alimentação pobre em fibras e com alta ingestão de carne vermelha e processada, além do tabagismo.  “Histórico familiar e síndromes hereditárias também estão relacionados com o câncer colorretal”, aponta o especialista.

Entre os possíveis sintomas da doença estão sangue nas fezes, alteração de hábito intestinal para constipado ou para diarreia, perda de peso, anemia, fraqueza ou, até mesmo, a sensação de uma massa no abdome palpável. “Esses não são sintomas específicos de câncer colorretal, por isso é indispensável procurar um médico especialista, que fará uma avaliação e, se necessário, solicitará exames direcionados para a investigação e diagnóstico”, enfatiza o proctologista.

 Diagnóstico e Tratamento

O tratamento depende do local do tumor e do estágio da doença. No estágio precoce, a principal medida, geralmente, é a operação, mas também pode ser necessário fazer a quimioterapia antes ou depois da cirurgia. “Nos cânceres de reto e canal anal, às vezes, é necessário fazer a radioterapia”, enfatiza o médico.

De acordo com a médica radiologista do Exame/Dasa Mayra Veloso, apesar do câncer colorretal usualmente apresentar sintomas, em alguns casos, a doença pode seguir silenciosa até estágios mais avançados, o que reforça a importância de se fazer exames de rotina para a detecção precoce da doença, com destaque para a colonoscopia que, segundo a médica, deve ser realizada a partir dos 45 anos.  

“A colonoscopia permite detectar lesões bem pequenas e, em alguns casos, precursoras de câncer. Quando a gente faz essa detecção precoce, conseguimos um resultado de cura para o paciente. Então, é muito importante a adesão a esse exame de rastreamento”, reforça a médica radiologista.

Em casos em que o câncer colorretal já está estabelecido, é importante realizar avaliações adicionais. A médica explica que o exame de tomografia computadorizada do tórax e abdome ajuda a identificar o local da lesão e se o tumor já se disseminou para outros órgãos como fígado, linfonodos e pulmão.

“Para o câncer de reto, especificamente, fazemos também uma avaliação pré-tratamento, que é o exame de ressonância magnética. Dessa forma, conseguimos dizer ao cirurgião o quanto a doença está avançada e, assim, em conjunto, traçamos a melhor estratégia terapêutica para o paciente – se é preciso cirurgia imediatamente ou se há necessidade de realizar quimioterapia e radioterapia no pré-operatório para tentar reduzir o tumor e aumentar a efetividade do tratamento”, conclui a médica.

 



 



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