Caiado anuncia reajuste para Educação



O aumento divulgado, nesta terça-feira (17/08), começa a valer em outubro e será de 4,52% para professores P1, P2, de quadro transitório e de contrato temporário. Já os P3, P4 e administrativos recebem 7,20% a mais no contracheque


Fotos: Wesley Costa.

O governador Ronaldo Caiado anunciou, nesta terça-feira (17/08), reajuste salarial entre 4,52% e 7,20% para servidores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a partir de outubro, e projetou realização de concurso público, até o fim de 2022. Também divulgou detalhes sobre o auxílio-aprimoramento, um benefício de R$ 500 que será destinado aos profissionais para custeio de despesas com estudos, além de aquisição de notebooks para todos os professores.

As novidades foram apresentadas durante entrevista ao programa Café com CBN, da CBN Goiânia, que também contou com a participação da secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli. A pauta principal foi a gestão do Estado no setor em meio à pandemia de Covid-19, desde março de 2020. "Vamos fazer o reajuste, após o resgate das progressões. As pessoas nunca imaginaram que veriam algo como agora", disse o governador

De acordo com a secretária, a partir de outubro, o governo de Goiás vai conceder um reajuste para todos os professores P1, P2, de quadro transitório e professores de contrato temporário, no valor de 4,52%. "Tudo isso baseado no nosso Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2021. Por que esses profissionais? Porque eles foram beneficiados com o piso enquanto outros não foram", esclareceu.

Sobre os demais servidores (professores P3, P4 e administrativos), Fátima Gavioli também confirmou que haverá aumento no salário. "Para eles, o governo conseguiu chegar a 7,20% de reajuste. Estou falando aqui de um investimento de R$ 160 milhões", frisou ela.

Caiado falou sobre passivos herdados de gestões anteriores. "Se todos nós somos obrigados a investir 25% na educação por lei, onde o dinheiro foi parar?", pergunta. "Se pago R$ 767 milhões em dívidas e invisto mais de R$ 1 bilhão na educação, onde estava esse dinheiro nos anos anteriores?", indaga. Ele citou escolas com "teto caindo, cozinha e pratos sujos, banheiros nojentos".

Caiado afirmou que "graças a Deus, este é um governo transparente, honesto, que não está em capa de jornais por negociatas". Segundo observa, "quando a gestão tem espírito público, o Estado alavanca. Não pode Goiás ser vilipendiado da maneira que foi".

Mais estrutura
Em 15 de outubro é comemorado o Dia do Professor. Todos vão receber um notebook como instrumento de trabalho. O governador demonstrou gratidão aos servidores e ao empenho da Seduc para viabilizar os equipamentos. "Ela (Fátima Gavioli) desmobilizou aluguéis enormes, diminuiu gastos. Me pediu que todo centavo que economizasse fosse investido na própria educação. É um time que, todo dia, agradeço. Revolucionaram a educação em Goiás", destacou Caiado.

Aprimoramento
Outra novidade divulgada durante a entrevista à rádio CBN Goiânia foi a criação do auxílio-aprimoramento, um benefício de R$ 500 que será destinado aos trabalhadores da educação para o custeio de despesas, como estudos. "A partir de outubro, significa que o governo vai pagar quase metade de um salário mínimo. Para o professor que recebe R$ 6 mil pode não fazer diferença, mas para a merendeira, o vigilante, é muito", destacou Fátima Gavioli. Ela enalteceu a conduta do governador. "Parabéns pela visão humanitária. Vou levar seu exemplo por onde for", disse.

Concurso
Ao responder sobre a possibilidade de realização de concurso para a educação, Caiado e Gavioli afirmaram que o certame está nos planos da gestão até o fim de 2022, e que há uma resposta positiva para análise de viabilidade.

"O governador esteve reunido com a equipe econômica, solicitou estudos sobre aposentadorias e óbitos para não existir interferência no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e foi dado o ok para submeter", disse a secretária. "Não ficará uma só pendência do governador com o povo da educação. Não tenho como ser precisa com datas e quantidade de vagas, mas teremos (o concurso)", reforçou.

Caiado relembrou o início da gestão, em 2019, quando, após 10 anos, foi o primeiro a nomear professores concursados. "Tive que acolher também 100 delegados da Polícia Civil e mais 500 profissionais da Polícia Penal. Concurso era feito, mas ninguém tomava posse", enfatizou.

"Com o RRF, podemos abrir espaço para fazer concursos e repor cargos que perdemos neste período em que não ocorreram. Nós não podemos quebrar regras. Vamos fazer sim, dentro daquilo que é nossa assinatura com o governo federal, que se dará em, no máximo, 60 dias. O RRF entrará em vigor em 1° de janeiro de 2022", concluiu Caiado.